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Abr 08 2021

A importância de uma ração animal balanceada na qualidade do ovo

Entenda porque a adoção de um programa nutricional correto para aves é importante para garantir uma adequada formação do ovo.

O ovo é o alimento mais completo do mundo, após o leite materno. Como o leite materno não está à disposição para a vida toda, o ovo é a nossa maior fonte multinutricional, sendo componente importante em qualquer base alimentar em todo o mundo. Como o ovo contém todos os nutrientes em quantidade e proporções necessários para o desenvolvimento de um pintinho, percebe-se que a ave possui um complexo e ajustado metabolismo, de forma a garantir a adequada formação do ovo.

Com vistas a garantir a produtividade, aliada à boa qualidade dos ovos, os programas nutricionais devem ser gerenciados com grande atenção, visto que nas aves modernas, a estrita divisão das exigências nutricionais entre mantença, crescimento e produção de ovos não traz muita flexibilidade ou margem para erros nas atividades de postura, principalmente ligados ao fato do limitado consumo de ração que as aves possuem. Diante disso, veja a seguir porque promover um programa nutricional adequado para as aves é importante para garantir uma correta formação do ovo e altos níveis nutricionais.

Como os níveis nutricionais interferem no tamanho do ovo

Hoje em dia, as aves poedeiras pertencentes às linhagens genéticas de matrizes leves possuem um consumo médio diário de 90g de ração, enquanto que as matrizes semipesadas, as chamadas poedeiras vermelhas, possuem consumo aproximado de 110g diariamente, variando ainda de acordo com algumas situações de manejo, como:

  • Taxa de lotação
  • Ambiência
  • Temperatura ambiente
  • Tipo de instalações, como gaiola, bateria, piso

Como o peso médio dos ovos comercializados no mercado apresenta-se entre 50 e 65 gramas, correspondentes às categorias médio, grande e extra, nota-se que o peso do ovo corresponde a mais da metade do volume alimentar diário das aves. Ainda, considerando-se que os alimentos não são 100% digestíveis, pois há eliminação de nutrientes via excretas, a margem de utilização entre os nutrientes digestíveis para mantença, crescimento e produção torna-se bastante restrita.

Promover um programa nutricional adequado para as aves é importante para garantir altos níveis nutricionais e a correta formação do ovo.

Com base nisso, qualquer restrição alimentar ou imbalanço nutricional pode causar queda na produtividade dos lotes. Entretanto, antes da ave expressar prejuízos na produção, observa-se a campo que a qualidade dos ovos passa a ser afetada. Estes problemas de qualidade podem ser notados na casca, no albúmen (clara) ou então na gema dos ovos, sendo que, quando observamos problemas no balanceamento adequado das dietas, os prejuízos podem ser notados em todos os segmentos dos ovos.

Como melhorar a qualidade da casca do ovo

Existem vários fenômenos que podem intervir na formação da casca dos ovos no interior do oviduto das aves, e como a casca influencia diretamente na proteção e na conservação dos ovos, os programas nutricionais devem englobar a necessidade da manutenção da sua qualidade. Sabe-se que sua composição é majoritariamente de carbonato de cálcio, algo em torno de 98%, e fósforo que gira em média de 0,9%, correspondendo a aproximadamente 10 a 12% da composição total do ovo. Primariamente, os níveis de cálcio das dietas são cruciais, uma vez que a demanda de cálcio para a formação da casca é alta. Atualmente as tabelas de exigências nutricionais que são comumente utilizadas preconizam níveis de 4,0 a 4,5% de cálcio nas dietas. Adicionalmente, a relação Cálcio (Ca):Fósforo (P) é fundamental, uma vez que os dois minerais competem pelos sítios de absorção intestinal e o excesso de um prejudica a absorção intestinal do outro. Para poedeiras, recomenda-se a relação Ca:P entre 10:1 e 12:1.

No que diz respeito a estes minerais, muitos nutricionistas ainda trabalham com os conceitos de Cálcio Total (Ca Total) e Fósforo disponível (Pd). Como estes parâmetros não consideram as porções indigestíveis dos mesmos presentes nos alimentos, não são as formas mais precisas e eficientes para se estabelecer os níveis ideais nas dietas. A exemplo do que se trabalha com aminoácidos, os minerais estão tendo seus níveis de inclusão recentemente calculados de forma digestível (Ca digestível e P digestível), o que traz maior precisão nas formulações, contribuindo para a evolução da nutrição de precisão em poedeiras comerciais.

A forma física de inclusão das fontes de cálcio nas dietas de galinhas poedeiras também pode gerar interferências na qualidade da casca. Normalmente, o calcário que é a principal matéria-prima utilizada como fonte de cálcio nas rações, é incluso nas dietas em duas formas:

  • Metade em pó, moído de forma fina
  • Metade em forma de pedrisco

Devido aos distintos tamanhos de partículas, haverá diferentes velocidades de absorção intestinal do cálcio do alimento. Enquanto a forma em pó será absorvida mais rapidamente, os pedriscos ficarão retidos na moela, até serem macerados e lentamente disponibilizados para a absorção intestinal. Como a casca do ovo é sintetizada em períodos de escuro, que são os horários em que a ave não se alimenta, a adição de uma partícula maior permite que a ave tenha cálcio disponível para absorção intestinal de forma mais distribuída ao longo do dia, disponibilizando mais cálcio na corrente sanguínea nos períodos de formação da casca do ovo.

Como a dieta interfere na formação do albúmen e da gema do ovo

A clara do ovo ou albúmen, por sua vez, tem sido alvo de muitas pesquisas na avicultura, pois como é a porção proteica do ovo, rica em um perfil extremamente rico e variável de aminoácidos, os resultados de uma nutrição inadequada são facilmente perceptíveis nele. Algumas situações podem ser mencionadas, como por exemplo, baixa deposição do mesmo no ovo ou mesmo a presença de albúmen liquefeito. Esta situação ocorre normalmente em ovos com maior período de armazenamento, porém, tem sido mais visualizado, devido aos imbalanços e limitações de aminoácidos nas dietas, associadas às maiores exigências dos mesmos pelas poedeiras atuais.

Em termos nutricionais, o que mais afeta a qualidade da clara dos ovos é o perfil de aminoácidos das dietas. Recentemente, foram revistas as relações de metionina+cisteína, treonina, triptofano, isoleucina e valina com a lisina que é o aminoácido referência na formulação das rações, e descobriu-se que, com a evolução genética das aves, os teores dos referidos aminoácidos devem ser aumentados nas dietas. Adicionalmente, o teor de metionina+cisteína nas dietas afeta diretamente a quantidade de albúmen depositado durante a formação do ovo, influenciando o seu tamanho final. Com isso, o teor deste aminoácido deve ser monitorado junto ao tamanho dos ovos produzidos nos lotes.

A gema também é um segmento afetado pela nutrição. Como ela corresponde à fração lipídica do ovo, alguns detalhes com respeito aos nutrientes lipossolúveis podem alterar seu perfil e qualidade. O teor de ácido linoléico presente influencia a deposição lipídica nos folículos ovarianos. Por consequência, afeta de forma diretamente proporcional ao tamanho da gema e, da mesma forma que metionina+cisteína, o tamanho final do ovo. Dietas com adição de óleos vegetais, os quais são ricos em ácido linoléico, tendem a gerar ovos maiores o que nem sempre é desejável, pois pode causar prolapsos de oviduto nas aves. Pode ocorrer também excesso de ovos de tamanho extra e jumbo, os quais possuem casca mais fina e maior fragilidade no armazenamento e transporte. Por outro lado, em situações de estresse térmico, onde a ave se alimenta menos, pode ser interessante sua adição.

A pigmentação da gema também é influenciada pela alimentação, visto que sua coloração característica (amarelo-ouro) é oriunda da presença de carotenoides nas rações, principalmente o β-caroteno, presente no milho. Como este componente é o precursor da vitamina A no organismo, sua presença nos ovos garante uma grande fonte desta vitamina para a alimentação humana. Existe a possibilidade da alteração da pigmentação da gema, seja por aditivos naturais ricos em carotenos e xantofilas, como aditivos sintéticos, como moléculas derivadas das cantaxantinas.

Estas informações representam alguns detalhes principais que corroboram a necessidade de conhecimento técnico profissionalizado para o estabelecimento de programas de nutrição balanceados nas granjas, existindo ainda outros que englobam as premissas de uma ração balanceada. A produção e a qualidade dos ovos só podem ser exigidas em seu máximo potencial se a nutrição estiver dando o suporte necessário.

Além da qualidade nutricional das aves é preciso estar atento a ambiência para garantir a produtividade e o bem estar do lote. Confira neste artigo alguns cuidados essenciais no controle de temperatura dos aviários em dias de calor.

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Tiago Petrolli - Doutor em Zootecnia na área de Nutrição e Produção de Monogástricos. Professor e Pesquisador dos Cursos de Medicina Veterinária, Zootecnia e do Programa de Pós-graduação em Sanidade e Produção Animal.

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