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Out 13 2020

A importância do manejo correto dos frangos na fase de crescimento

Nesta fase dos frangos a atenção se volta para o cuidado e acompanhamento no desenvolvimento das aves, que precisam de uma alimentação adequada para alcançar o crescimento correto sem perdas ou ausência de nutrientes.

O ciclo de vida dos frangos é relativamente curto, quando comparado a suinocultura ou bovinocultura. Por isso, cada fase é muito importante para o desenvolvimento e retorno financeiro do lote. No acompanhamento diário do aviário as alterações das aves são muito perceptíveis, principalmente na fase de crescimento deles, o que leva a entender a importância de prestar atenção aos detalhes, seja de comportamento ou consumo alimentar.

A fase de crescimento do frango abrange o período de 21 a 35 dias, aproximadamente. Em decorrência da linhagem e do modo de criação dos frangos, neste período ocorrem algumas alterações nas aves, que têm necessidades diferentes em relação aos níveis nutricionais e de ambiência. A realização de um manejo adequado do aviário, observando temperatura do ambiente, dieta alimentar e inclusão de bebida corretas, poderá promover nas aves um crescimento dentro dos padrões desejados, sem perdas ou ausência de nutrientes.

Controle da temperatura das aves na fase de crescimento dos frangos

As aves são animais homeotérmicos e dispõem de um centro termorregulador localizado no hipotálamo. Estes termorreguladores são capazes de controlar a temperatura corporal, independente das variações térmicas do ambiente externo, através de mecanismos fisiológicos e respostas comportamentais mediante a produção (termogênese) e liberação de calor (termólise), determinando assim a manutenção da temperatura corporal normal (Macari et al., 2001).

Na fase de crescimento dos frangos as exigências de temperaturas são inferiores as da fase inicial, tendo seu ponto favorável com temperaturas entre 19 e 26°C nesse período. Temperaturas abaixo ou acima causam desconforto térmico. A alteração de temperatura faz com que o animal reduza o consumo de alimento e, quando influenciado pelo calor, há uma redução do estímulo sobre a medula da suprarrenal que reprime a produção de hormônios responsáveis pela manifestação da fome.

Como o consumo de alimentos está associado à produção de calor, a manifestação do apetite é um mecanismo influenciado pela sensação térmica do animal. Portanto, para que possam se alimentar bem, as aves precisam estar em condições adequadas. A proporção de redução no consumo de ração para o animal em estresse por calor pode ser influenciada por diversos fatores, entre eles a composição da dieta, o peso vivo e a linhagem genética (Fialho et al., 2001).

A exposição de frangos a altas temperaturas causa redução na ingestão de alimentos, prejudicando a taxa de crescimento, o rendimento de carcaça e qualidade da carne. Além disso, o animal irá gastar mais energia para tentar dissipar esse calor, ocasionando um menor ganho de peso.

Com o aumento da temperatura ambiental o consumo energético de ração é reduzido. Acima de 27 ou 28° C, a redução torna-se dramática, uma vez que a ave está sob estresse. Atitudes como respiração ofegante afetam adversamente o centro da alimentação (Bordin et al., 2000). A manutenção da temperatura corporal só é eficiente quando a temperatura ambiente estiver dentro dos limites toleráveis. Os frangos atingem plenitude do sistema termorregulador entre 10 a 15 dias de vida. Por isso, um dos principais pontos de controle durante todas as fases, é a temperatura, a qual oferece prejuízos severos quando não manejada adequadamente.

Aumento das exigências nutricionais na fase de crescimento

A alimentação de frangos de corte tem passado por muitos ajustes no decorrer dos últimos anos. Anteriormente, era comum o uso de apenas três formulações na dieta de frangos, sendo:

  • Ração inicial
  • De crescimento
  • Ração final

Há algum tempo, a ração pré-inicial passou a fazer parte de grupo, passando a ter então, quatro fases de rações. Essa metodologia segue sendo bem comum atualmente. Entretanto, alguns nutricionistas estão trabalhando com a utilização de cinco rações, acrescentando a este grupo uma ração extra na fase de crescimento. No entendimento destes profissionais o acréscimo é ideal devido ao rápido desenvolvimento do frango, fazendo com que os níveis sejam mais adequados a cada etapa da criação.

Os ingredientes utilizados nas rações devem passar por rigoroso controle de qualidade, além de possuir alta digestibilidade. Os nutrientes devem ser criteriosamente balanceados e o objetivo principal deve ser o de modular a microflora intestinal, pois a mesma promove o bom funcionamento do sistema imunológico da ave.

Na fase de crescimento, o animal tem uma exigência maior de energia e níveis proteicos, portanto, é comum encontrar rações de crescimento com inclusão de farinhas de origem animal, pois acaba sendo uma boa fonte proteica e de valor mais acessível.

A inclusão de aminoácidos é algo essencial em todas as fases do animal, sendo também imprescindível nessa etapa. A exigência dos aminoácidos pelas aves segue a lei dos mínimos, exemplificada pela Teoria do Barril de Liebig, que demonstra que a produtividade é limitada pelo nutriente em menor quantidade na ração. Essa limitação é prejudicial ao desenvolvimento, uma vez que, além de perda econômica, ela também aumenta a umidade da cama, o que não é visto com bons olhos nessa fase do animal, já que é uma fase em que ele está suscetível a diversas infecções.

 

Representação da Lei dos Mínimos, exemplificada pela Teoria do Barril de Liebig

Saúde intestinal da ave como um dos principais fatores para o desempenho do lote

A fase de crescimento vem acompanhada de um rápido desenvolvimento, além de mudanças fisiológicas como o amadurecimento do sistema termorregulador. Neste período, o frango pode passar por estresses como:

  • Ausência de conforto ambiental
  • Troca do programa terapêutico
  • Mudança na formulação e granulometria da ração

Estas etapas podem influenciar a resposta imune. Nesta fase é comum o surgimento de coccidiose, uma enterite necrótica que causa danos ao organismo, e que já é conhecida amplamente.

A microbiota intestinal dos animais é responsável por modular vários processos fisiológicos, incluindo resposta imuno protetora, nutrição, metabolismo e exclusão de patógenos. Além disso, pode alterar a fisiopatologia de doenças parasitárias conferindo resistência ou promovendo infecções parasitárias entéricas. As bactérias naturais do intestino atuam como adjuvantes moleculares que fornecem imunoestimulação indireta ajudando o organismo a se defender das infecções parasitárias. Dessa forma, manter o animal saudável e com alimentação adequada, faz toda a diferença no resultado e desempenho do lote.

Na fase de crescimento, a saúde intestinal aparece como ator principal, sendo interessante o uso de ferramentas que auxiliem o animal e sirvam de aporte ao sistema imunológico. Para o adequado desempenho do animal, uma dieta balanceada, manejo seguro e inclusão de aditivos, são a combinação ideal para o sucesso.

Se você quer saber mais sobre os desafios na avicultura, confira neste artigo a importância de garantir um bom manejo na primeira semana dos frangos de corte

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Caroline Facchi - Engenheira Agrônoma, especialista em fábrica de ração, mestre em Sanidade e Produção Animal e doutoranda em Ciência Animal, na linha de nutrição de monogástricos. Atua na área de Pesquisa & Desenvolvimento da BTA Aditivos.

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