BTA Aditivos - Add Innovation
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Dez 03 2019

Antioxidantes: a proteção para uma ração segura

Retardar a oxidação e aumentar o shelf-life da ração são os principais motivos para o uso de antioxidantes, mas os benefícios do seu uso vão muito além.
 

Com o intuito de fornecer rações saudáveis e dentro de uma dieta adequada aos animais, é importante que estas mantenham suas características sensoriais e nutricionais preservadas. Os aditivos antioxidantes permitem prolongar o tempo de prateleira, assegurando que os nutrientes sejam oferecidos de forma funcional na dieta dos animais.

De maneira geral, estes aditivos têm estrutura fenólica, o que permite a doação de um próton a um radical livre regenerando a molécula lipídica e interrompendo o mecanismo de oxidação por radicais livres (RAMALHO e JORGE, 2006). Isso impede a ocorrência de reação de oxidação nos alimentos, através da prevenção da ação dos radicais livres. 

Os antioxidantes, segundo a United State Food and Drug Administration (U.S.F.D.A.), são definidos como substâncias empregadas para preservar alimentos e por retardar deterioração, rancidez ou descoloração devido a oxidação, além de atuarem como inibidores de radicais livres, interferindo no mecanismo de autoxidação de lipídeos.
 

Influência do antioxidante na ração
Além de contribuir positivamente para a conservação da ração, os antioxidantes são responsáveis por retardar o desenvolvimento de sabores e odores desagradáveis ocasionados pela oxidação de ácidos graxos insaturados, usualmente presentes como triacilgliceróis e/ou lipídeos polares (TSALIKI, et.al.,1999). O emprego de antioxidantes na ração afeta de maneira positiva a manutenção do aroma, sabor, cor e textura da ração, visto que a oxidação pode produzir substâncias tóxicas, prejudiciais aos animais.


Benefícios dos antioxidantes
Os antioxidantes na ração impedem a oxidação dos óleos e vitaminas, garantem a ingestão de um alimento seguro, auxiliam na manutenção da saúde intestinal e consequentemente, permitem que o animal expresse todo o seu potencial genético.

Seu uso na ração, mesmo que em baixas concentrações, previne significativamente ou retarda a oxidação de substratos suscetíveis. A oxidação de óleos e gorduras, ou oxidação lipídica dos alimentos, além de comprometer as características sensoriais do alimento, promovem a liberação de substâncias de comprovado efeito tóxico.


Oxidação como fator de prejuízo ao intestino do animal
A ingestão de produtos primários da deterioração oxidativa de ácidos graxos acarreta irritabilidade da mucosa intestinal, quadros de diarreia, e em casos extremos, pode resultar em degeneração hepática e morte celular. 

A oxidação lipídica pode trazer vários prejuízos para o desempenho do animal, visto que além das condições fisiológicas, o efeito dessa oxidação resulta em perdas nutricionais devido a degradação parcial de vitaminas lipossolúveis.


Normativas sobre a toxicidade dos antioxidantes
Toda substância sintética quando utilizada acima dos níveis indicados pode oferecer riscos à saúde, entretanto, a utilização de antioxidantes sintéticos é regida por normativas, as quais estabelecem níveis seguros de utilização, para que os mesmos não ocasionem danos aos consumidores.

Por exemplo, para o emprego do butil-hidroxi-anisol (BHA) e butil-hidroxi-tolueno (BHT) que é um antioxidante sintético comumente utilizado em rações e premixes, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) controla a utilização desse antioxidante e limita a utilização do BHT a 150mg/g de concentração máxima. 

Uma vez que a utilização segura de antioxidantes sintéticos como o BHT tem sido questionada, a investigação de compostos naturais ganha força e a ação antioxidante da vitamina E é bastante conhecida (BOTTERWECK et al., 2000; GALVÃO et al., 2008).

Atualmente, tem ganhado força a restrição ao etoxiquim, frente a possíveis problemas ocorridos à saúde. Alguns países apresentam proibição a essa molécula, como é o caso da União Europeia. No Brasil, a legislação vigente, limita o uso do etoxiquim, sendo a inclusão máxima de 150mg/kg na dieta total de animais de produção, e máximo de 100mg/kg na dieta de cães. 


Antioxidantes naturais como tendência
Atualmente há uma tendência global no processamento de alimentos, em substituir os antioxidantes sintéticos pelos inibidores de oxidação natural ou, pelo uso preferencial de ingredientes que naturalmente possuem atividade antioxidante, propiciando efeito secundário da sua adição na dieta. 

Pode-se citar como exemplo dessa aplicação, algumas vitaminas (Vitamina E, β-caroteno (percursor da Vitamina A) e Vitamina C), minerais (selênio, manganês e zinco) e extratos herbais (tocoferóis, compostos fenólicos presentes nos extratos de alecrim e orégano, dentre outros).

A vitamina E é um potente sequestrador de radicais livres e um poderoso antioxidante lipossolúvel da natureza (SOUZA et al., 2006), sua utilização pode conferir estabilidade aos depósitos de gordura, melhorando a resistência das carnes frescas e dos produtos cárneos à oxidação. Além disso, é considerada um antioxidante que atua na etapa de propagação e terminação da oxidação lipídica, reagindo com os radicais livres e sequestrando a molécula de oxigênio. 

Outros compostos que podem ser utilizados no controle da oxidação são o ácido ascórbico, ácido cítrico e ácido fítico, os quais também atuam na oxidação lipídica como agentes quelantes ou sequestrantes e são considerados antioxidantes secundários.

Os compostos fenólicos presentes nas plantas são multifuncionais como antioxidantes, pois atuam de várias formas: combatendo os radicais livres, quelando metais de transição, interrompendo a reação de propagação dos radicais livres na oxidação lipídica, modificando o potencial redox do meio e reparando a lesão das moléculas atacadas por radicais livres (Podsedek, 2007; Kyungmi & Ebeler, 2008). Também bloqueiam a ação de enzimas específicas que causam inflamação na biossíntese dos eicosanoides (Moreira & Mancini-Filho, 2004), modificam as rotas metabólicas das prostaglandinas (Valko et al., 2007), protegem a aglomeração plaquetária e inibem a ativação de carcinógenos (Liu, 2005).


Óleos essenciais como alternativa natural
Pensando nesta tendência de alternativas para os antioxidantes sintéticos, os óleos essenciais e tocoferóis têm um apelo totalmente natural e isentos de riscos referente a sua utilização. BT-OX Prime é inovação para a linha de antioxidantes da BTA, com efeito garantido e seguro para os animais. Assim como a solução à base de óleos essenciais, os antioxidantes isentos de etoxiquim são seguros e não afetam a comercialização do produto final, mesmo para os países mais rigorosos. 

Soluções com ingredientes mais saudáveis e eficientes são motivadores para o desenvolvimento de produtos que atendam às necessidades que o mercado pede. Desta forma, inovação e segurança alimentar podem caminhar de mãos dadas.

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Caroline Facchi - Pesquisadora - BTA Aditivos

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