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Mar 19 2018

Como enfrentar o desafio da salmonella na avicultura durante o manejo pré-abate

Conhecer os pontos críticos durante o manejo da ave no período que antecede o abate é importante para garantir a boa qualidade da carcaça e a rentabilidade do lote.

Nas 24 horas que antecedem o abate das aves, inúmeros fatores podem interferir a qualidade da carcaça, ameaçando à qualidade, rendimento da carcaça e inocuidade. O chamado manejo pré-abate é um passo fundamental na preparação para o processamento da carne de frango de corte. É quando ocorre o carregamento dos frangos em idade de processamento às granjas. 

Um dos patógenos mais frequentes neste processo de apanha das aves industriais é a salmonela, que é um dos principais responsáveis pela contaminação da carne e dos ovos. Confira a seguir como os desafios desta etapa podem afetar o lote e como um programa de biosseguridade aliado a utilização de aditivos tecnológicos podem ajudar a assegurar a integridade das aves que chegam ao abatedouro.

Inúmeros fatores podem afetar a qualidade da carcaça antes do envio para o abate

Principais desafios de contaminação

Os principais fatores de risco de salmonela no sistema de produção de frangos de corte são:

  • Rações contaminadas
  • Lotes provenientes de reprodutores infectados
  • Falhas no programa de biosseguridade
  • Programa de higienização inadequado
  • Apanha e transporte de frangos
  • Contaminação das carcaças durante o abate e o processamento

Os principais pontos críticos que exigem cuidado para não ocorrer a contaminação da salmonela são durante o jejum pré-abate, a captura da ave, o carregamento e transporte das aves e a chegada ao abatedouro. Conheça a seguir os desafios de cada uma delas:

  • Jejum pré-abate

Antes de enviar as aves para o abate é preciso suspender o fornecimento de ração para dar tempo de esvaziar o conteúdo no trato gastrointestinal (TGI). Desta forma, apenas água é fornecida a ave para minimizar o risco de contaminação fecal na hora do abate. Nesta fase produtiva, a qualidade da água ofertada para as aves é muito importante. A água deve estar clorada de acordo com a orientação técnica e deve ser mantida até o momento a próxima fase, que é a da apanha. É preciso estar atento para que este período de jejum não ultrapasse 12 horas, pois quanto maior o período de retirada da ração maior será a possibilidade de se propagar a Salmonella. Isso acontece porque o pH do papo da ave aumenta e a carga bacteriana no papo se eleva, possibilitando que se rompa no processamento e contamine toda a carcaça.

  • Captura da ave

A apanha do frango é a que mais gera estresse e lesões nas aves, acarretando prejuízos. Há dois tipos de apanha, a automatizada e a manual. No método manual, a apanha pode ocorrer pelas pernas, mas é mais fácil de causar lesões. Utiliza-se também a captura pelo dorso da ave, que é a que causa menor estresse no animal. Outro método empregado é o de apanha pelo pescoço. A desvantagem deste sistema são os arranhões no dorso. Qualquer que seja a forma de captura, ela deve acontecer com uma intensidade de luz reduzida. Se ocorrer durante o dia, com sol, o uso de cortinas ajudam a minimizar o estresse das aves. É fundamental na apanha manual, a capacitação das equipes de apanha, com o objetivo de minimizar os prejuízos na fase final de produção.

  • Carregamento das aves e transporte ao abatedouro

As condições climáticas e o espaço entre as aves, com a possibilidade delas deitarem sem se amontoarem umas sobre as outras, são importantes medidas para evitar o estresse delas. As caixas que acondicionam as aves também devem ser limpas e estar em bom estado. Após o carregamento, em dias muito quentes, devemos molhar as aves para evitar o estresse calórico e mortalidade durante o transporte até o abatedouro. Nesta etapa, fatores como estresse térmico devido ao calor e umidade, ou o frio, vibração, barulho e lotação das caixas podem estressar as aves e comprometer o bem-estar delas.

  • Espera no abatedouro

Neste momento em que chegam ao abatedouro é importante que as aves sejam levadas aos nebulizadores e ventiladores e evitar altas temperaturas. O tempo de espera para o abate não deve ser maior que duas horas.

Programa de biosseguridade e utilização de aditivos tecnológicos

O ambiente de abate pode ser uma fonte importante na disseminação de Salmonella, pois uma vez instalada a contaminação na indústria, a remoção é dificultada devido a formação de biofilmes e pela capacidade de se multiplicar às baixas temperaturas. 

A Salmonella pode ser controlada por meio de um conjunto de ações que abrangem:

  1. Na granja, os ovos e pintos devem ser oriundos de lotes livres de Salmonella.
  2. Ovos para incubação devem ser desinfetados e incubados seguindo padrões de higienização.
  3. Galpões precisam ser limpos e desinfetados.
  4. A adoção de um Programa de Biosseguridade é fundamental para controle da Salmonella.
  5. É obrigatória a restrição de entrada de visitantes e equipamentos, para impedir a transmissão de Salmonella entre galpões. 

A adoção de um programa de biosseguridade, aliado com a oferta de aditivos tecnológicos inseridos na ração contribuem para o controle da Salmonella e outros microrganismos em todas as fases da avicultura de corte e atuam tanto nas matérias-primas, como na ração, incubatórios, matrizes e também na desinfecção de equipamentos e ambientes. 

Para garantir os melhores resultados na produção avícola e evitar a contaminação de microrganismos no lote é preciso observar alguns procedimentos dentro do aviário. Confira neste artigo quais os procedimentos essenciais para combater patógenos em equipamentos e instalações de produção de aves.

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Celice Tamanini - Jornalista com MBA em Marketing Digital e Analista de Comunicação e Marketing na BTA Aditivos.

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