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Fev 04 2021

Cuidados essenciais na suinocultura durante a fase da maternidade

A fase da maternidade exige muitos cuidados, tanto com a matriz quanto com os leitões. Confira neste artigo os desafios neste período no que diz respeito à alimentação e manejo e como enfrenta-los para obter os melhores resultados da produção.

Na suinocultura, a maternidade compreende desde o período do alojamento das fêmeas nas áreas de parição até o momento de desmame dos leitões, que pode variar de 20 a 30 dias após o nascimento.

Esta fase apresenta um dos maiores desafios da cadeia de produção suína. Isso porque o produtor precisa entregar leitões com peso e saúde adequados para o alojamento na creche, apresentar baixa mortalidade de filhotes e ter fêmeas que produzam leite em quantidade suficiente para recuperar o sistema reprodutivo e estarem preparadas para nova prenhez.

Uma vez que os desafios e resultados são divididos entre fêmea e leitão que dividem o mesmo espaço, trataremos esta fase com dois olhares distintos, observando a necessidade de cada grupo: os manejos neste período, de ambiência e nutricional, e os cuidados com os animais.

Sala de maternidade na suinocultura

O modelo mais comum de sala de maternidade é o que utiliza as gaiolas de parição, que nada mais são que gaiolas metálicas que limitam o movimento das fêmeas, evitando assim o esmagamento acidental dos leitões pela mãe. Porém, a busca pela evolução do bem-estar animal também é tendência na suinocultura. Assim, há a introdução de manejos e formatos de gaiolas com lateral removível, baia individual, baias coletivas e modelo de produção SISCAL (Sistema Intensivo de Suínos Criados ao Ar Livre) para melhor acondicionamento do animal.

Manejo adequado na fase da maternidade

A nutrição das fêmeas neste período é de fundamental importância para o sucesso do desenvolvimento tanto das matrizes quanto dos leitões. Há uma alta demanda de alimento decorrente da exigência de nutrientes para manutenção corporal da fêmea, preparação do sistema reprodutor e aleitamento dos leitões. Um exemplo disso pode ser observado na exigência energética da fêmea, que é influenciada por fatores como tamanho e ganho de peso dos leitões:

Para garantir que a matriz consuma a quantidade de nutrientes necessária, além de uma dieta bem formulada, é preciso estar atento para outros fatores como:

  • Garantir que não haja limitadores de consumo, tendo comedouros projetados em tamanho e altura corretos.
  • Fornecimento de água de qualidade, com temperatura adequada e em quantidade suficiente, com vazão aproximada de 3 litros por minuto. Em dias quentes, a matriz pode consumir até 5 vezes o volume de ração em água.
  • Divisão do arraçoamento durante o dia. É preciso levar em consideração que um número baixo de fornecimento de ração gera estresse nas fêmeas e ansiedade, causando movimentações bruscas que podem esmagar leitões contra as barras da gaiola.

Alimentação da leitegada

Para os leitões, entende-se que o leite é o principal alimento nesta fase, porém a suplementação com ração gera diversos ganhos como:

  • Preparação do trato gastrointestinal e habituação a dietas sólidas para a transição maternidade-creche. Este preparo é necessário, uma vez que os animais serão privados de leite quando movido para as novas instalações e receberão dietas sólidas.
  • Suplementação nutricional da leitegada. Isso garante que os leitões serão desmamados com maior peso corporal e haverá um alívio da demanda energética na matriz, auxiliando no preparo para o próximo cio e gestação.

Para obter estas vantagens é importante utilizar rações com ingredientes de alta qualidade e digestibilidade, que devem ser compostos com grande quantidade de componentes lácteos. Outra oportunidade que se encontra no manejo nutricional dos leitões durante a maternidade é a utilização de ativos que melhorem a morfometria do trato gastrointestinal dos filhotes e auxiliem a imunidade dos animais, como extratos vegetais, ácidos orgânicos e aminoácidos sintéticos.

A utilização de acidificante de água com base em ácidos orgânicos livres é uma excelente alternativa com efeito duplo na produção animal. A solução H2ACID Oil atua no controle microbiológico das estruturas de fornecimento de água, através da prevenção da formação de biofilmes e no desempenho de suínos, através da melhoria na saúde e equilíbrio da microbiota do trato gastrointestinal. Para potencializar ainda mais o desempenho animal, o acidificante possui ainda em sua formulação todos os benefícios dos óleos essenciais.

Controle da ambiência

Outro ponto bastante desafiador no manejo dos animais na maternidade é o controle da ambiência. Esta fase abriga animais em momentos fisiológicos bem distintos enquanto dividem áreas muito próximas. As fêmeas necessitam de ambientes frescos, se aproveitando de um fluxo de ar elevado, uma vez que ocorre grande produção de calor devido ao alto consumo de ração, alto metabolismo nas glândulas mamárias e intensa atividade do sistema reprodutivo devido à regressão uterina.

Se o alojamento em instalações não propiciar às matrizes o conforto térmico necessário, haverá uma redução no consumo de alimento e, consequentemente, na produção de leite. Para aumentar as chances de sucesso na produção é importante observar as seguintes características no ambiente:

  • Temperatura ambiente entre 19° e 22° C;
  • Ventilação com fluxo de ar entre 0,5 e 1,5 m/s;
  • Utilização de ventilação direcionada à cabeça da matriz com ar resfriado;
  • Uso de painéis evaporativos;
  • Utilização de pisos com sistema de resfriamento.

Por não possuírem ainda um sistema de controle da temperatura corporal eficiente, os leitões demandam uma temperatura mais elevada e com menor movimentação de ar. Quando não se cria um ambiente confortável para os filhotes, estes irão procurar abrigo junto à matriz, o que pode aumentar o número de esmagamentos e diminuir o número de leitões desmamados. Para evitar que este tipo de situação ocorra, é preciso lançar mão de estratégias como:

  • Presença de escamoteador, em tamanho e temperatura adequada;
  • Bom manejo de bebedouros e sistema de drenagem eficiente, evitando vazamentos e piso molhados;
  • Utilização de pisos emborrachados e com aquecimento;
  • Retirada de excesso de fezes da baia;
  • Aplicação de serragem e pó antisséptico no escamoteador, de modo a manter o ambiente seco e confortável;
  • Treinamento para utilização do escamoteador, evitando que os animais se deitem próximos às porcas.

Mesmo utilizando as estratégias mencionadas, deve-se manter a observação do comportamento dos animais, que poderá refletir os problemas e exigências dos leitões. Por exemplo, ao se observar que a maioria dos leitões se encontram deitados do lado de fora do escamoteador deve-se verificar se a fonte de calor não está muito baixa, causando uma temperatura elevada no local, ou se a temperatura ambiente da sala de maternidade não está alta, causando desconforto para a fêmea. Quando se observa os animais deitados dentro do escamoteador, mas empilhados uns aos outros, deve-se analisar se a fonte de calor é suficiente e se há a presença de umidade no piso.

Influência de um manejo adequado dos leitões para a produção

Na maternidade há ainda uma série de atividades e manejo dos filhotes que são necessários para uma produção eficiente. É preciso tomar cuidado para que o estresse dos animais seja o mínimo possível, para evitar danos ao organismo dos leitões. Algumas ações são necessárias nesta fase, como:

  • Desbaste dos dentes: a redução dos dentes caninos dos leitões é uma técnica muito comum que objetiva reduzir os danos no aparelho mamário das fêmeas, evitando o surgimento de infecções, redução da produção de leite e machucados que possam ser causados em outros leitões em momentos de disputas.
  • Castração: a castração dos animais machos da leitegada é uma prática que visa melhorar a qualidade da carcaça, uma vez que o animais não castrados apresentam uma alta quantidade dos hormônios escatol e androstenona, causando odor e sabores desagradáveis. Neste processo cirúrgico de retirada dos testículos, além da utilização de luvas, devem ser feitas trocas frequentes de lâminas e realizadas a desinfecção pré e pós-operação para minimizar risco de patógenos nos animais. Deve-se buscar também um manejo de baia que evite excesso de fezes e umidade no piso, de forma facilitar a cicatrização e evitar o acometimento de infecções nos animais por patógenos que utilizem as áreas de corte como porta de entrada.

  • Corte de cauda: a caudectomia tem a função de eliminar parte da cauda dos animais, minimizando o aparecimento de canibalismo, principalmente nas fases de crescimento e terminação. Assim como na castração, é importante a manutenção do ambiente com pouca matéria orgânica e umidade para evitar o surgimento de infecções.

  • Aplicação de ferro: no passado, os animais tinham acesso a áreas de terra e a consequente ingestão de minerais do solo. Atualmente, com a modificação ambiental dos suínos há uma deficiência do elemento ferro nos primeiros dias de vida dos animais potencializado pelas altas taxas de crescimento do leitão. Sendo assim, a prática da injeção de ferro via intramuscular, garante o fornecimento em quantidade suficiente para a formação da hemoglobina, evitando o aparecimento de anemia subclínica nos filhotes.

Essas são algumas das ações que a fase da maternidade exige, visto que há diversos desafios e demandas que precisam ser seguidas para que haja um bom desenvolvimento da leitegada. Esta fase é também uma oportunidade de iniciar a vida produtiva do leitão de maneira a se obter índices zootécnicos ótimos e consequentes resultados na fase adulta do animal.

Além da maternidade, outras fases dos suínos requerem diferentes cuidados. Um exemplo é a diarreia, um problema muito comum, mas perigoso. Confira neste artigo quais as principais estratégias a serem adotadas para evitar a diarreia em leitões e garantir o bem-estar e a saúde suinícola.

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Ítalo Ferreira - Zootecnista formado pela UFLA, atua como Coordenador Técnico na BTA Aditivos

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