BTA Aditivos - Add Innovation
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Mai 03 2022

Desafio da conversão alimentar em tempos de alto custo de insumos e tecnologias nutricionais que auxiliam na redução do impacto do custo de produção

Tendo em vista que a alimentação representa aproximadamente 80% do custo total da produção de suínos, para vencer os desafios, é preciso buscar alternativas que otimizem produção x custos na nutrição animal.

Por muitos anos a carne suína não esteve tão presente no cotidiano da família brasileira, seja por fatores religiosos ou até mesmo culturais, no qual existia certa desvalorização em relação à qualidade nutricional e gastronômica desta proteína. Contudo, esse cenário está mudando. A alta crescente dos valores da carne bovina, somado ao conhecimento das propriedades nutricionais da carne suína e valorização do seu sabor, o mercado da suinocultura tem tido perspectivas positivas.

Atualmente no cenário mundial o Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína no mundo. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em 2021, a indústria de proteína animal registrou mais um recorde de produção, com 4,7 milhões de toneladas de carne suína produzidas. Conforme dados divulgados pelo IBGE, no ano de 2021, Santa Catarina liderou o abate de suínos com 28,5% da participação nacional, seguido pelo Paraná com 20,5% e Rio Grande do Sul participando com 17,5%.

Com o aumento da demanda por carne suína, é necessário criar mais animais no campo e, consequentemente, aumentar a produção de ração. O milho e a soja são os principais componentes da ração dos suínos. Segundo a EMBRAPA, desde o início do ano de 2018, o preço médio do milho subiu 200% até 2021, e o farelo de soja sofreu aumento em torno de 122%. Tendo em vista que a alimentação representa aproximadamente 80% do custo total da produção de suíno, para vencer os desafios, os suinocultores necessitam buscar alternativas na nutrição animal, tornando-se imprescindível um olhar mais cauteloso e assertivo para a ração fornecida.

A inclusão de alimentos alternativos na dieta, mostra-se como uma boa opção para esses momentos. Entretanto, é preciso considerar a composição bromatológica desses ingredientes, e estar atento a digestibilidade e qualidade de cada ingrediente utilizado. Por exemplo, o uso de sorgo, que pode substituir o milho, depende de alta associação com enzimas e aminoácidos.

Alternativas nutricionais aliadas ao desenvolvimento dos animais       

Algumas fases de desenvolvimento do animal são mais sensíveis para a variação de qualidade dos ingredientes. Tanto para aves quanto para suínos, as fases iniciais e pré-iniciais exigem uma dieta de qualidade superior, pois os primeiros dias de vida vão determinar o desempenho futuro do lote. O manejo nessa fase deve ser ainda mais intenso e assertivo, com atenção para ambiência, acesso a água e alimento e à biosseguridade.           

Entre tantas interferências possíveis no desempenho dos animais, alguns componentes surgem como aliados para a que possamos ter a máxima eficiência produtiva das linhagens. O uso de aditivos como suporte ao desenvolvimento dos animais é uma prática bem aceita e já consolidada. Uma vez que os aditivos promovem uma ponte entre o resultado esperado e a caminhada ao alcance do objetivo final.               

O emprego de aditivos à base de ácidos orgânicos, possui efeito conhecido frente a potencialização dos resultados de desempenho zootécnico dos animais. Seu modo de ação está diretamente associado à redução da carga microbiana que ele apresenta quando adicionado na água ou na ração. Em estudo realizado a campo, é possível evidenciar essas melhorias em nível de desempenho.

Estudo do desempenho de leitões suplementados com diferentes aditivos

Para condução do estudo foram utilizados 30 leitões, com peso médio inicial de 6,1kg, sendo alojados em baias de 1m2, suspensas, equipadas com comedouros semiautomáticos e bebedouros do tipo chupeta, recebendo água e alimentação à vontade durante todo o período experimental. Para os tratamentos, foram utilizados Salmokill Powder via ração com inclusão de 1kg/ton e H2ACID Oil via água com diluição de 500 mL/1000 L, ambas comparadas com o Controle Negativo (CN), sem adição de aditivos. As rações foram formuladas conforme as recomendações de Rostagno et al. (2017), sendo isonutritivas para os animais em todos os grupos experimentais.

Os animais foram pesados aos 21, 42 e 63 dias, juntamente com as sobras de ração para determinação do ganho de peso, consumo de ração e da conversão alimentar. Desta forma, foram avaliados os períodos de criação de 21-42 dias e o período de 21-63 dias. Os resultados experimentais foram submetidos ao teste de normalidade Shapiro Wilk, e como foram considerados normais, os dados foram submetidos à análise de variância. No caso de diferença significativa, as médias foram submetidas ao teste Tukey a 0,05 de significância, através do software R.

Nos resultados pode-se avaliar que na fase de 21-42 dias de idade (tabela 1), foram observados efeitos mais promissores da utilização dos ácidos orgânicos na alimentação dos suínos. Observou-se um melhor Ganho de Peso Diário (GPD), (P<0,05) e maior consumo de ração (P>0,05), o que propiciou o maior GPD observado nos leitões suplementados com Samokill Powder e H2ACID Oil, quando comparados aos animais pertencentes ao Controle Negativo. Adicionalmente, a suplementação com os diferentes blends de ácidos reduz (P<0,05) a conversão alimentar dos leitões nesta fase. Como os animais apresentam menor produção de ácido clorídrico estomacal neste período, a adição dos ácidos se mostra promissora neste ponto, para compensar o parâmetro fisiológico e melhorar o desempenho geral do lote.

No período total de creche (21-63 dias), houve maior consumo de ração (P<0,05) pelos suínos suplementados com Salmokill Powder e H2ACID Oil, em relação aos animais pertencentes ao CN. No entanto, este aumento no consumo não afetou a conversão alimentar (P>0,05), não afetando o desempenho geral dos animais e condicionando os leitões a apresentarem maior consumo voluntário de ração, o que pode ser um fator que se reflita em melhor desempenho nas fases posteriores de criação (fases de crescimento e terminação).

Ganho de peso e consumo de ração com resultados

Analisando o estudo realizado conclui-se que a adição de Salmokill Powder e H2ACID Oil, via ração ou água, melhoram o ganho de peso e o consumo de ração aos 42 dias de idade dos suínos. No período total de creche, a adição dos ácidos aumenta o consumo de ração, mantendo a conversão alimentar nos parâmetros ideais, podendo ser utilizados adequadamente na alimentação de leitões na fase de creche.

Dessa forma, a utilização de ácidos orgânicos na dieta dos suínos pode ser uma alternativa para maximizar o desempenho dos animais, melhorando a digestibilidade e absorção de nutrientes, fazendo com que o ganho de peso do animal seja melhor e, consequentemente, aumentando a renda do suinocultor.

As tecnologias, como softwares de gestão de granja, por exemplo, são importantes ferramentas que auxiliam o produtor em diferentes atividades da produção de suínos. Confira neste artigo como as novas tecnologias podem auxiliar o produtor no manejo da suinocultura e contribuir para a melhor produtividade e bem-estar animal.

Referências Bibliográficas

ROSTAGNO, H. S.; ALBINO, L. F. T.; HANNAS, M.I.; DONZELE, J.L.; SAKOMURA, N.K.; PERAZZO, F.G.; SARAIVA, A.; TEIXEIRA, M.V.; RODRIGUES, P.B.; OLIVEIRA, R.F.; BARRETO, S.L.T.; BRITO, C.O. Tabelas brasileiras para aves e suínos: composição de alimentos e exigências nutricionais. 4a edição. Viçosa, MG: Departamento de Zootecnia, Universidade Federal de Viçosa, 2017. 488p.

R CORE TEAM. R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing, Vienna, Áustria.   URL: http://www.R-project.org/. 2013.

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Caroline Facchi - Engenheira Agrônoma, especialista em fábrica de ração. Mestre em Sanidade e Produção Animal e doutoranda em Ciência Animal, na linha de nutrição de monogástricos. Pesquisadora na área de Pesquisa & Desenvolvimento da BTA Aditivos.

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Georgia Almeida - Médica Veterinária, especialista em Gestão do Agronegócio, Mestranda em Tecnologia de Produtos de Origem Animal, Consultora Comercial na BTA Aditivos.

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