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Jun 10 2021

Estresse das aves no inverno: como reduzir o desconforto e os prejuízos provenientes dos dias frios da estação

Técnicas de manejo, nutrição e ambiência podem contribuir de forma significativa para a redução do estresse térmico das aves em dias de frio e, com isso, evitar desconfortos e perdas econômicas comuns nesta época.

A estação do inverno é um período de forte impacto na avicultura, tanto na produção de ovos comerciais quanto na produção de frangos de corte. O clima mais frio, principalmente na região sul do país, leva as aves à diminuição na produção de ovos, queda no consumo de água, na copulação e na eclodibilidade. Isso ocorre pelo fato de as aves serem homeotérmicas, ou seja, conseguirem manter a temperatura corporal dentro de uma faixa estreita apenas, chamada zona de conforto térmico.

É preciso estar atento para estas alterações na homeotermia não prejudiquem o comportamento e o desempenho das aves. Por isso, algumas medidas devem ser tomadas. Confira a seguir quais os cuidados necessários para tornar as instalações, o manejo e a ambiência mais adequados para as aves e amenizar o estresse resultante das baixas temperaturas.

Quais os sinais do estresse térmico no comportamento das aves

Quando ocorrem alterações do ambiente térmico no período de inverno as aves apresentam sinais de incômodo pelo seu comportamento, como por exemplo, o agrupamento. Isso acontece quando as aves evitam sair dos grupos onde estão pois conseguem reter mais calor. Desta forma, deixam de se alimentar e beber água ocasionando queda no GPD (Ganho de Peso Diário) e, consequentemente, na conversão alimentar.

Em razão do seu metabolismo, as aves adultas produzem seu próprio calor, ficando acima da temperatura ambiente. Elas podem chegar a aproximadamente 40 °C e conseguem se manter nessa temperatura devido ao isolamento ocasionado pelas penas.

As aves jovens têm baixa produção de calor metabólico e pouca proteção das penas. Além disso, o sistema nervoso central ainda é pouco desenvolvido, devido ao seu tamanho e pouca massa muscular. Como consequência, há dificuldades na retenção do calor o que torna as aves mais sensíveis, necessitando de um manejo específico nas primeiras semanas de vida. Os cuidados devem ser específicos de acordo com a fase de desenvolvimento dos pintinhos, respeitando-se as exigências iniciais de 32 a 35 °C, reduzindo-se 2 °C a cada semana até 21 °C. Em razão dessas peculiaridades em cada fase da vida das aves é preciso estar atento ao ambiente em que elas estão se desenvolvendo, para que a temperatura não seja fator de queda no crescimento e desempenho delas.

Como proteger a granja quando a temperatura cai

As instalações avícolas são projetadas de forma a fornecer todo o conforto exigido durante o inverno para minimizar os efeitos climáticos sobre as aves. A temperatura ambiente é o principal fator que impacta na queda de desempenho das aves. Para diminuir os efeitos da temperatura externa é preciso observar algumas situações:

  • Além das cortinas laterais por fora da tela de proteção a instalação de uma cortina internamente tem se mostrado eficiente na retenção de calor;
  • Forros no teto, permitem a formação de uma camada de ar junto à cobertura e reduz o volume de ar a ser aquecido;
  • Distribuição uniforme de aquecedores;
  • Verificação da ausência de buracos, rachaduras e fendas na parede ou telhado por onde o ar frio possa entrar;
  • Sistemas de aquecimento, como elétrico, a gás ou a lenha devem ficar ligados 24 horas antes do alojamento para que a cama e o ambiente estejam em temperatura próxima de 32 e 35 °C;
  • Fonte de aquecimento próxima dos bebedouros e comedouros;
  • Círculos iniciais feitos com chapas de eucatex ou compensado de madeira em altura de 40-60 cm;
  • Bloqueios com lonas 10 metros antes dos círculos de alojamento para evitar que o fluxo de ar se desloque direto sobre as aves.

Qual a importância da ventilação em uma instalação avícola

No verão, quando a temperatura ambiente é mais adequada e correspondente à zona de conforto as aves, deve-se aumentar a taxa de ventilação a fim de eliminar o calor produzido por elas, evitando a temperatura excessiva dentro da instalação.

No inverno, o ritmo de renovação do ar é mais lento, o que pode afetar, principalmente as aves jovens. Para repor oxigênio e extrair a umidade, amônia, monóxido de carbono (CO) e dióxido de carbono (CO2), é interessante a implantação de inlets. Estas ferramentas projetam o ar frio para o topo do aviário e evitam o efeito direto sobre os animais. Desta forma, o ar fresco externo que é mais pesado que o ar quente, desce para o centro do aviário. Este ar mais frio se encontra com o ar interno, mais quente, antes de alcançar as aves, evitando assim, que elas se aglomerem.

Nos aviários mais antigos com ventilação de cortina, o ar que entra pelas laterais com pouca velocidade, desce rapidamente para o chão esfriando o ambiente ao nível das aves. Isso ocasiona condensação e, consequentemente, o umedecimento da cama. Muitas vezes, nestas instalações é comum haver muitas fendas e buracos que permitem a entrada de muito mais ar do que o indicado.

Excesso de umidade na cama causa calos e lesões nos pés, peito e na pele, ocasionando condenações e desclassificações das carcaças nos frigoríficos. A umidade ideal para manter a cama seria entre 20% e 25%. O aumento desse percentual de umidade promove a proliferação de bactérias, como Salmonella e Campilobacter. 

Uso de cortinas x inlets

Normalmente, o ar do aviários já contém substâncias, como poeira e odores em condições normais de criação. Além desses fatores, o aumento da densidade nos aviários leva ao aumento da excreção de ácido úrico na cama, responsável pela produção direta de amônia (NH3). Esse excesso de amônia em conjunto com o CO e CO2 passa a ser considerado contaminante. Sendo assim, além da temperatura e umidade, o controle da ventilação é extremamente importante para o bom desenvolvimento da ave. Portanto, torna-se importante manter nas instalações os seguintes níveis:

  • Amônia: abaixo de 10 ppm;
  • CO²: abaixo de 3000 ppm;
  • CO: abaixo de 10 ppm;
  • Umidade ambiental: 60-70% no alojamento e 50-60% nas demais fases.

Problemas no lote provenientes de níveis elevados de amônia no aviário

Os níveis altos de amônia nos aviários leva a queda dos índices zootécnicos e a problemas sanitários, principalmente no início da produção. Algumas aves apresentam irritação das mucosas dos olhos, que podem resultar em cegueira, especialmente no inverno, quando os aviários permanecem a maior parte do tempo fechados. Aves comprometidas com esse problema são descartadas, resultando em prejuízos econômicos.

A amônia em altas concentrações lesiona o tecido respiratório das aves e o sistema mucociliar. Este sistema protege os pulmões e sacos aéreos da passagem de partículas de poeira, vírus, fungos e bactérias, abrindo portas para diversos sinais clínicos, como:

  • Aerossaculite;
  • Dificuldade respiratória;
  • Redução de apetite;
  • Ganho de peso;
  • Redução da taxa de crescimento;
  • Piora da conversão alimentar;
  • Óbito.

Boa qualidade da cama resultante do equilíbrio intestinal

No inverno, o controle da ventilação no aviário é mais crítico, pois a troca de ar é minimizada para preservar o calor ambiente. Passagem de ar frio em demasia promoverá aglomeração entre as aves para manter o aquecimento. Desta forma, resultará em uma cama amontoada de fezes.

A cama aviária absorve a umidade das fezes cujo teor é de cerca de 80%. De acordo com Almeida (1986) a recomendação é que se mantenha o teor de umidade da cama entre 20 e 35%. Acima disso, torna-se úmida e empastada. Uma cama molhada acarreta situação de desconforto nas aves, afetando o ganho de peso, a conversão alimentar e diminuindo a resistência a doenças.

É por isso que além das práticas de manejo é preciso garantir que a alimentação das aves esteja de acordo para que não ocorram diarreias ou passagem de ração nas fezes. Uma alternativa para garantir que a nutrição das aves ocorra de forma satisfatória e, consequentemente, com uma excreção mais seca, é investir em um aditivo tecnológico que promova um equilíbrio na microbiota intestinal das aves. Salmokill Powder é uma ferramenta à base de ácidos orgânicos microencapsulados, adicionada à ração, que atua nas diferentes condições do TGI, proporcionando melhora na digestibilidade e absorção de nutrientes, por induzir aumento na secreção pancreática e biliar. Além disso, os ácidos orgânicos mantêm a integridade intestinal, com efeito sobre a saúde das vilosidades e diminuição do turnover celular, o que contribui com menor gasto energético para esse processo, quando na ocorrência de desafio sanitário.

Para garantir um lote com bons resultados mesmo nos períodos de inverno, é preciso focar as atenções no manejo, na nutrição e ambiência do aviários. O estresse térmico é uma realidade em qualquer plantel, porém, se trabalhado de forma conjunta os efeitos sobre os animais será minimizado e com isso, será possível manter os níveis de produtividade adequados.

Para garantir a sanidade das aves a água utilizada na granja é fundamental. Confira neste artigo a importância da qualidade da água para a avicultura e sua influência no desempenho das aves, manutenção da saúde e bons resultados.

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Rafael Soares - Médico Veterinário, mestrando em Produção Animal e Coordenador Técnico na BTA Aditivos.

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