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Fev 18 2021

Guia prático para melhorar o manejo de suínos no período de crescimento e terminação

Confira como o manejo adequado dos animais é fundamental para se aproveitar do máximo potencial genético e garantir um excelente aproveitamento da dieta.

Na suinocultura, a etapa de crescimento, também denominada recria, se inicia com a saída dos animais da creche, algo entre 63 e 70 dias de vida e 25 e 30 kg de peso vivo, até a entrada na fase de terminação, que ocorre pelo 100º a 110º dia e 55 kg e 60 kg.  

Neste momento os leitões possuem a maior taxa de deposição de tecido magro, dobrando seu peso em aproximadamente um mês. Desta forma, a condução dos animais de maneira correta é fundamental para se aproveitar do máximo potencial genético e garantir um excelente aproveitamento da dieta. Confira a seguir porque o manejo, aliado à alimentação adequada, são fundamentais para os suínos na etapa de crescimento e terminação.

Recebimento dos animais

Os cuidados nesta fase se iniciam já na chegada dos leitões à granja. Isso pode influenciar durante o período de recria e impactar no desempenho produtivo no restante da vida dos animais.

Antes do recebimento deve-se proceder uma higienização eficiente do ambiente, ou seja, limpeza e desinfecção, evitando assim, carga patogênica para os leitões que entrarem no alojamento. Para tal, é importante utilizar de um programa de limpeza e desinfecção corretamente elaborado para a realidade da granja.

Neste momento deve-se avaliar os animais, observando o escore corporal e a sanidade na hora da divisão dos lotes, objetivando sempre a minimização do estresse, que leva a brigas e redução do consumo de ração, além de impactar na resistência imunológica dos leitões. Dentre os diversos pontos a serem trabalhados, os principais são:

  • Evitar remanejamento excessivo, pois cada mudança gera novas disputas hierárquicas no lote;
  • Utilizar do enriquecimento ambiental, por exemplo correntes e brinquedos, de maneira a reduzir o estresse;
  • Instalar bebedouros e comedouros em número suficiente, evitando disputas;
  • Separar uma baia para os animais doentes, evitando assim a contaminação do restante do lote.

Nutrição com alimentos de alta digestibilidade

Uma vez que há uma mudança na ração que estava sendo utilizada na creche, bem como a mudança do ambiente físico, é importante fornecer aos leitões uma dieta que consiga prover os nutrientes necessários. Devemos utilizar de alimentos com alta digestibilidade, com ingredientes de qualidade e, se possível, tratados termicamente.

O uso de dietas baseadas em milho e soja é, portanto, o ideal. Porém, com a elevação nos custos de aquisição de matérias-primas se faz necessária a utilização de ingredientes como os de origem animal, farelo de trigo e sorgo. Estes ingredientes possuem alta capacidade de atender às exigências dos animais, não oferecendo grandes riscos quando observadas a qualidade e as inclusões máximas dos mesmos.

Outra ferramenta com grandes benefícios, utilizada principalmente nas etapas de transição de dietas, manejos medicamentosos e vacinações, é o emprego de aditivos acidificantes e óleos essenciais na água fornecida e via ração. Estes compostos visam auxiliar a microbiota intestinal e fortalecer o sistema imunológico dos suínos, aumentando assim o desempenho dos animais sem uso de antibióticos.

Vale reforçar também que a qualidade da água, assim como a da ração, é fundamental para os animais. Estes pontos são importantes não somente para os leitões em crescimento, mas também para os que estão na fase de terminação.

Manejo ambiental dos suínos

A ambiência também é de suma importância para o pleno desenvolvimento dos animais. Dentro dos fatores de destaque no manejo dos suínos, é importante ressaltar:

  • Temperatura do galpão
  • Limpeza dos coletores de resíduo
  • Fluxo de ar
  • Área de descanso disponível para o animal

Os animais juvenis já possuem a capacidade de controle da temperatura corporal e tem alta geração de calor advindo da metabolização dos nutrientes, o chamado incremento calórico. É indicado alojar os suínos em ambientes com temperatura entre 16 °C e 21 °C.

A limpeza das coletoras de resíduos deve ocorrer com frequência, no mínimo, semanal, evitando a proliferação excessiva de patógenos e moscas. É pertinente ressaltar a importância de se deixar uma lâmina de água no fundo da calha, evitando assim, a formação de locais com placas de fezes, o que dificulta a posterior limpeza.

Ainda que o manuseio de resíduos esteja de acordo, há a liberação de gases pelos resíduos no ambiente, sendo amônia, sulfeto de hidrogênio e dióxido de carbono os gases mais comuns. No inverno, quando a ventilação é reduzida buscando manutenção do calor do galpão, há uma elevação ainda maior nas concentrações destes gases. Sendo assim, a utilização de sistema que realize a circulação do ar e auxilie no resfriamento dos animais é essencial para o manejo ambiental deles.

Além de um alojamento adequado é importante ter uma área adequada de descanso para o animal para evitar o estresse de disputa por espaço, o ambiente úmido e os animais empilhados, que dificultam a dissipação de calor do local. Segundo a Diretiva 2008/120/CE, para obter um ambiente que permita ao animal se movimentar livremente é importante observar a seguinte situação:Fase de terminação dos suínos

Este período, também chamado de acabamento, tem o objetivo de finalizar a carcaça dos animais de acordo com os padrões exigidos pelo mercado. No momento de envio para abate o peso deverá estar entre 100 kg e 120 kg de PV (peso vivo) e 140 dias ou, para se obter carcaças mais pesadas, 115 kg a 130 kg e 163 a 170 dias de vida.

Esta é uma fase em que os leitões ainda possuem grande capacidade de deposição de tecido magro, porém com uma deposição de tecido adiposo crescente, se acentuando a partir dos 100 kg de PV. Desta forma, o manejo nutricional é muito importante, evitando um consumo excessivo de nutrientes que não serão aproveitados pelos animais.

Assim como no crescimento, os cuidados durante esta época da vida deles devem ser focados, principalmente, no desempenho nutricional e ambiental do lote. Este estágio da produção de leitões é o que apresenta maior custo de alimentação, podendo passar de 65% do custo total, devido a quantidade de alimento ingerido pelos animais.  Uma vez que neste momento os suínos apresentam maior maturidade fisiológica para a digestão e absorção da dieta, pode-se utilizar ingredientes mais desafiadores, coprodutos e, consequentemente, uma dieta com menor custo de formulação por quilograma de ração.

Diferente das outras etapas produtivas, na terminação, o erro mais comum, nutricionalmente falando, é o fornecimento de nutrientes em excesso. Neste período, os animais apresentam muito apetite e grande capacidade física para consumo de altas quantidades de ração. Porém, é necessário o controle de arraçoamento, geralmente a partir dos 80 kg de PV, porque o excesso de nutrientes será excretado ou depositado na forma de gordura, o que irá aumentar a conversão alimentar. Isso pode impactar negativamente nos índices econômicos da granja e na qualidade da carcaça, já que grande quantidade de gordura depositada não é algo muito apreciado pelo mercado.

O controle ambiental na terminação dos suínos se dá principalmente com a atenção para a densidade elevada de animais e controle da temperatura. É preciso permitir que o leitão se alimente de maneira correta e possa retornar ao local de descanso. Estes cuidados visam evitar que eles se movimentem em excesso, tenham gastos energéticos elevados e uma excessiva produção de calor.

A densidade certa evita o acúmulo de dejetos e umidade na baia. Mesmo com a densidade adequada, a limpeza física ainda é fundamental para se evitar o acometimento de doenças. Todos os cuidados citados são reforçados pelo estudo realizado por White e colaboradores (2008). A elevação da temperatura, assim como espaço de baia reduzido, afeta negativamente os índices ganhos de peso diário e a conversão alimentar dos animais. Assim, observa-se que o manejo básico está relacionado ao sucesso produtivo da granja.É preciso lembrar que, para o sucesso financeiro da granja, é necessária uma visão ampla do negócio, já que diversos fatores afetam a produtividade suinícola. O segredo para a produção de qualidade está, principalmente, na observação dos animais, que podem demonstrar quando o ambiente ou a nutrição não estão de acordo com o esperado.

Veja os outros artigos desta série sobre manejo na suinocultura nas fases da maternidade e da creche.

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Ítalo Ferreira - Zootecnista formado pela UFLA, atua como Coordenador Técnico na BTA Aditivos

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