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Jun 22 2020

Micotoxinas: o problema de contaminação nas rações continua?

Desafios como temperatura, umidade e armazenagem preocupam produtores que precisam manter a qualidade dos grãos para evitar problemas que possam comprometer o desempenho nutricional do animal.

Os principais problemas relacionados com os grãos de cereais são os fungos e seus metabólitos, as micotoxinas, que causam prejuízos de forma direta ou indireta e pioram o desempenho produtivo dos animais. As micotoxinas compreendem uma série de metabólitos tóxicos, produzidos por fungos oriundos de vários gêneros distintos. As micotoxinas são frequentes nos cereais, devido ao ataque fúngico na porção de carboidratos dos grãos, os quais são utilizados por estes microrganismos como fonte de nutrientes.

Ao utilizar os carboidratos, os fungos geram as micotoxinas como metabólitos residuais. Das centenas de micotoxinas existentes e presentes nos cereais, destacam-se:

  • Aflatoxinas - possuem ação principalmente hepatotóxica, gerando problemas substanciais no metabolismo geral do organismo.
  • Fumonisina - nos suínos, ataca geralmente pulmões, coração e fígado, gerando por muitas vezes edema pulmonar nos animais.
  • Zearalenona - por possuir uma molécula com estrutura molecular semelhante ao estrogênio, causa efeitos hiperestrogênicos nos animais.
  • Ocratoxina - causa graves lesões renais.
  • Tricotecenos (vomitoxina, nivanelo, deoxinivanelol e a toxina T2) - (existem mais de 100 moléculas conhecidas neste grupo). Destacam-se o deoxinivalenol (DON ou vomitoxina) e a toxina T-2, muito comuns nos cereais oriundos das culturas de inverno, causando redução no consumo, ocorrência de vômitos, lesões intestinais e outros problemas sistêmicos, como imunossupressão, hemorragias e interferência da divisão celular em determinados tecidos corporais com alta atividade mitótica.

Os suínos são bastante susceptíveis aos efeitos adversos das micotoxinas, e por muitas vezes os sintomas são subclínicos, o que as tornam imperceptíveis para o produtor em um primeiro momento. Em virtude disso, ocorre uma redução crônica no potencial zootécnico de desenvolvimento dos animais. No tocante a estas depreciações na performance, podem ser constatadas:

  • Redução na produção de leite das matrizes
  • Aumento nas taxas de retorno ao cio
  • Problemas de baixa efetividade de imunização em programas vacinais
  • Ocorrência de diarreias
  • Queda no ganho de peso, consumo de ração e conversão alimentar dos leitões

Temperatura e umidade são grandes desafios no combate aos fungos

De modo geral, para o desenvolvimento destes microrganismos, deve haver uma combinação de condições ótimas para seu desenvolvimento, que envolvem:

  • Temperatura
  • Umidade
  • Concentração de oxigênio
  • pH
  • Presença de substrato

Como nosso país possui clima predominantemente tropical, cuja temperatura ambiental ao longo do ano está em patamares elevados na maior parte do Brasil, existe nesta situação grande potencial para a proliferação fúngica, não havendo ainda tecnologia de armazenamento de grãos em que haja controle de temperatura ambiente, sendo que fungos possuem baixo desenvolvimento em temperaturas abaixo de 15oC.

O controle da presença de oxigênio só é possível em processos fermentativos, como a silagem de grão úmido de milho. No entanto, esta opção somente é possível para utilização em propriedades rurais. Desta forma, as opções atuais para o controle da presença dos fungos envolvem ações que levam em consideração o controle de umidade, pH ou a exposição do amido dos grãos ao ataque fúngico.

A umidade dos grãos é o primeiro elemento que sempre é lembrado quando são estabelecidos programas de mitigação e controle de micotoxinas e micotoxicoses na suinocultura. Quando os cereais são colhidos ou estocados inconvenientemente, de forma a propiciar presença de umidade acima de 13% nos grãos, estabelecem-se níveis de água necessários para o desenvolvimento fúngico, e consequente produção das micotoxinas. Quando as condições ambientais e a época de colheita favorecem as condições ótimas de cultivo das culturas utilizadas na alimentação dos suínos, como o milho por exemplo, os grãos contém aproximadamente 17% de umidade, sendo necessário o processo de secagem dos mesmos, para a redução dos níveis abaixo de 13%, o que já demanda profissionalização e precisão nesta etapa.

Grãos de milho com presença de fungos

Adicionalmente, por muitas vezes os grãos são colhidos com teores acima dos 17% de umidade preconizados, o que gera ainda mais complicações aos processos adequados de secagem nas unidades de armazenamento. Ainda, recomenda-se temperatura de secagem de 90°C, atingindo 45°C nos grãos, para não causar danos à sua integridade. Temperaturas mais altas causam quebras e fissuras nos grãos, prejudicando a qualidade de estocagem e favorecendo o crescimento de fungos.

O processo de armazenagem também contribui para a garantia (ou problemática) do controle da ocorrência de micotoxinas nos grãos. Neste segmento, é imperativa a observação do acúmulo de poeiras e resíduos do material oriundo das cargas anteriores dos grãos, o que propicia desenvolvimento fúngico in loco. Insetos e roedores também contribuem para a ocorrência, devido ao rompimento da película externa dos grãos, servindo de porta de entrada para os fungos. Em grãos partidos e atacados por insetos, ácaros e roedores, a frequência da presença de micotoxinas é substancialmente alta. De modo geral, quanto maior a presença de grãos quebrados, ardidos, carunchados ou com outros defeitos desclassificatórios, maior será a presença das micotoxinas nos grãos. Devido a isso, deve ser reforçada a importância da classificação e da avaliação dos grãos que são recebidos nas fábricas de rações, devendo ser criadas políticas de controle, remuneração e recall de cargas de produtos que não atendam aos requisitos mínimos de qualidade.  

Controle das micotoxinas com uso de acidificantes

O uso de acidificantes, durante a armazenagem dos grãos ou nas rações correspondem a uma grande ferramenta no controle das micotoxinas. Como, por muitas vezes, existe a necessidade da armazenagem destes produtos por longos períodos, não há possibilidade da garantia da sua qualidade sem a adição dos acidificantes antifúngicos. Nas rações a necessidade acentua-se, visto que todos os grãos estão moídos, e o amido dos grãos está totalmente exposto, facilitando a colonização pelos fungos.

Os acidificantes mais potentes são aqueles que contém, em sua composição, os ácidos propiônico e sórbico, dois dos ácidos orgânicos com maior atividade antifúngica e que auxiliam no aumento do shelf life de matérias-primas e rações. A linha de antifúngicos da BTA Aditivos composta pelos produtos Fungtech e Fungtech 55, os quais são apresentados na versão pó e líquida, tem em sua composição ácidos orgânicos e sais de ácidos na forma livre, propiciando ação de contato imediato para controle de microrganismos na matéria-prima ou alimento pronto. Dentre os compostos da linha antifúngica, destacam-se o ácido sórbico e ácido propiônico, os quais possuem alta atividade antifúngica e efeito sinérgico com os demais ingredientes da fórmula.

Quer saber mais sobre como garantir o melhor desempenho na suinocultura? Então confira nosso artigo estratégias fundamentais para o combate à salmonella em suínos.

Este artigo sobre micotoxinas foi publicado na Revista Suinocultura Industrial nº 294.

 

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Caroline Facchi - Engenheira Agrônoma, especialista em fábrica de ração, mestre em Sanidade e Produção Animal e doutoranda em Ciência Animal, na linha de nutrição de monogástricos. Atua na área de Pesquisa & Desenvolvimento da BTA Aditivos.

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Tiago Petrolli - Doutor em Zootecnia, na área de Nutrição e Produção de Monogástricos. Professor e pesquisador dos Cursos de Graduação em Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC Xanxerê, e do PPG em Sanidade e Produção Animal.

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