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Mai 11 2020

Os benefícios da utilização de ácidos orgânicos microencapsulados na suinocultura

A utilização de ácidos orgânicos na dieta dos suínos pode ser uma alternativa muito eficiente e com grande poder de atuação nas diferentes condições do TGI do animal, proporcionando melhora na digestibilidade e absorção de nutrientes. Saiba porque esta ferramenta vem ganhando cada vez mais espaço nas granjas.

Um dos grandes desafios da suinocultura moderna é controlar a ação de patógenos, frente as constantes restrições de uso de antibióticos, e minimizar o efeito das altas condições de estresse que acometem os animais nas granjas. Esses fatores podem levar a grandes perdas de eletrólitos e ao aumento de endotoxinas séricas, pois as condições estressoras promovem interferências nas funções da barreira intestinal, estimulando o sistema imune. Essa estimulação excessiva leva à piora das funções e a danos das vilosidades intestinais, diminuindo a área de absorção de alimentos, exigindo um maior consumo de energia para a manutenção da saúde intestinal.

Uma ferramenta alternativa para melhora na saúde do animal baseia-se na utilização de ácidos orgânicos nas dietas. Sua inclusão auxilia na redução mais rápida do pH no lúmen estomacal, o que resulta em menor tempo para alcançar o pH ótimo, necessário para a ativação do pepsinogênio em pepsina nesse órgão. O efeito disso é a melhora na digestibilidade da proteína, além do aumento na atividade de outras enzimas, o que é de suma importância em suínos pós-desmana, devido à baixa produção de ácido clorídrico em animais jovens. Os produtos resultantes da digestão das proteínas pela pepsina no estômago chegam ao duodeno e estimulam a secreção de enzimas pancreáticas e bicarbonato, no qual pode apresentar função significativa sobre a regulação do esvaziamento gástrico, que se torna mais lento.

Os ácidos orgânicos utilizados na nutrição animal, além de melhorar a absorção de nutrientes, auxiliam no controle de contaminações microbiológicas, pois agem diretamente sobre bactérias patogênicas reduzindo o pH do interior da célula a nível intestinal. Esses compostos alteram a concentração de íons H+ no interior da célula bacteriana, fazendo com que o patógeno gaste excessiva quantidade de energia na tentativa de normalizar o pH do interior da célula. Esse alto consumo de energia ocasiona restrição nas atividades de síntese de DNA e proteínas no interior da célula patogênica, resultando em morte da célula bacteriana por esgotamento energético. Os principais ácidos orgânicos de utilização na nutrição animal são o ácido láctico, propiônico, butírico, fórmico, acético e cítrico.

Ácidos orgânicos para cada necessidade

A decisão de qual tipo de ácido orgânico deverá ser fornecido e em qual formato físico varia de acordo com as necessidades do animal, podendo ser incorporado na dieta na forma líquida ou pó. Ambas as formas têm restrição de consumo para suínos, devido a alteração de palatabilidade. Uma terceira forma que vem ganhando amplo espaço é a de fornecimento de ácidos orgânicos microencapsulados, que possuem um revestimento externo, não ocasionando em alterações sensoriais para o animal.

As principais vantagens da utilização dos ácidos orgânicos microencapsulados se referem ao seu poder de atuação nas diferentes condições do TGI, proporcionando melhora na digestibilidade e absorção de nutrientes, por induzir aumento na secreção pancreática e biliar. Outro benefício é a manutenção da integridade intestinal, com efeito sobre a saúde das vilosidades e diminuição do turnover celular, o que contribui com menor gasto energético para esse processo, quando na ocorrência de desafio sanitário.

É importante ainda ressaltar a redução de bactérias patogênicas no lúmen intestinal em função da incorporação dessas moléculas na dieta, fornecendo ao animal uma forma mais eficiente de controle microbiológico. Adicionalmente, os ácidos orgânicos compreendem uma alternativa promissora no controle de Salmonella, visto que a maior parte da contaminação desse grupo de microrganismos ocorre nas porções mediais e distais do intestino, onde os ácidos orgânicos microencapsulados possuem maior efetividade.

Praticidade e segurança dos microencapsulados

Outro ponto a ser considerado com relação aos ácidos orgânicos microencapsulados é sobre questões de manipulação em fábrica de rações. Este produto é de fácil manuseio devido ao seu revestimento, o que protege a liberação dos odores característicos de cada ácido, tornando a sua utilização mais segura. Eles também apresentam maior fluidez que os ácidos livres e propiciam melhor capacidade de mistura quando adicionados a ração.

A utilização deste aditivo se consolida no mercado como uma alternativa promissora, porém para maior efetividade da aplicação dessa tecnologia, esse processo deve caminhar em paralelo com o manejo da granja e da fábrica de ração, possibilitando as boas práticas de produção e garantindo a biosseguridade do ambiente.

É importante estabelecer um programa de utilização de produtos, verificando qual a dose e forma de apresentação mais adequada de ácido orgânico para uso, sendo os blends de ácidos os mais indicados para garantir melhores resultados.

 

Esta matéria foi publicada na edição de Maio Junho/2020 do Jornal O Presente Rural

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Caroline Facchi - Engenheira Agrônoma, especialista em fábrica de ração, mestre em Sanidade e Produção Animal e doutoranda em Ciência Animal, na linha de nutrição de monogástricos. Atua na área de Pesquisa & Desenvolvimento da BTA Aditivos.

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Tiago Petrolli - Doutor em Zootecnia, na área de Nutrição e Produção de Monogástricos e pesquisador dos Cursos de Graduação em Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC Xanxerê

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