BTA Aditivos - Add Innovation
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Jul 13 2020

Redução do uso de antimicrobianos na produção de suínos

A demanda dos consumidores por alimentos mais seguros tem estimulado a diminuição do uso de antibióticos nas granjas. Para superar este desafio a palavra-chave é prevenção, objetivando promover a imunidade dos animais, melhorando a saúde e eficiência intestinal do plantel.

A utilização de antibióticos como promotores de crescimento vem sendo contestada desde a comprovação de seu efeito como agente estimulador da resistência bacteriana. O tema começou então a ganhar visibilidade, recebendo a atenção das autoridades e dos consumidores, e com isso, deu-se início a uma tendência na utilização de antibióticos apenas de forma terapêutica, sendo mais racional e assertiva.

Estas alterações no modo de produzir proteína animal já é um fato que vem acontecendo. Isso pode ser observado pela retirada da ractopamina, para atendimento de mercados ractopamine-free como Europa e Ásia, e na proibição do uso de tilosina, lincomicina, e tiamulina como promotores de crescimento determinado pelo Ministério da Agricultura em janeiro de 2020.

Porém, nos desafios da suinocultura moderna, com criações superintensivas, alta prolificidade e animais com grande velocidade de desenvolvimento, os antibióticos são ferramentas que ajudam, e muito, o suinocultor. Então, como suspender o uso destas substâncias? Como garantir alta produtividade alinhada com redução de antibióticos?

Felizmente, a evolução dos sistemas de criação e avanço do entendimento zootécnico trouxeram mecanismos que têm diminuído a utilização dos antibióticos dentro das granjas. A palavra-chave para superar este desafio é prevenção, ou seja, minimizar ao máximo situações que possam permitir o aparecimento de doenças no plantel. Para isso, é preciso atuar na promoção da imunidade dos animais, diminuir a pressão patogênica do ambiente e melhorar a saúde e eficiência intestinal.

Imunidade do plantel

O objetivo da vacinação é o de melhorar as condições de defesa do animal frente aos patógenos presentes nos ambientes.  Existem no mercado vacinas contra uma série de doenças, tais como:

  • Rinite atrófica progressiva
  • Meningite
  • Erisipela
  • Colibacilose 

Porém, os critérios que irão indicar quais vacinas devem ser utilizadas incluem:

  • Incidência da doença na região ou granja
  • Relação custo/benefício
  • Tipo de criação
  • Programas de combate a doenças

Uma vez que vacinar os filhotes recém-nascidos se torna inviável devido ao tempo de resposta à vacina e ao seu sistema imune não totalmente desenvolvido é importante que as matrizes sejam vacinadas, já que o colostro das fêmeas imunizadas transfere quantidades suficientes de imunoglobulinas. As principais IgA e IgG, desempenham o papel de proteger os filhotes na fase inicial.

Ambiente livre de contaminações

Garantir que o ambiente de alojamento dos animais não seja um vetor de doenças é outro desafio. Se as instalações já foram habitadas por outros lotes de animais é necessário diminuir a carga microbiana de instalações, equipamentos e utensílios. Desta forma, proceder com uma correta higienização, ou seja, limpeza e desinfecção, seguida de vazio sanitário é imperativo dentro da granja. 

A limpeza é a etapa na qual se retira as sujidades do ambiente de maneira física, com raspagem e jateamento de água em alta pressão, garantindo superfícies limpas. Esta retirada de detritos é fundamental, pois as camadas de sujeira garantem um ambiente propício para a sobrevivência dos patógenos. Se não houver a correta retirada dos detritos os produtos de desinfecção perdem sua ação quando em contato com matéria a orgânica. A limpeza garante também que os produtos atuem em todas as frestas e buracos presentes na estrutura.

Já a desinfecção é o processo aplicado que visa a eliminação de microrganismos e, usualmente, é feito com produtos químicos próprios para este fim. Além da utilização de desinfetantes pode-se utilizar água quente no procedimento, o que melhora e muito a eficiência da atividade. Para se certificar que esta etapa tenha sucesso, é imprescindível utilizar produto com qualidade garantida via testes realizados em laboratório e respeitar o tempo de ação e a diluição dos produtos.

Após a realização da correta limpeza e desinfecção das estruturas deve-se proceder com o isolamento da área por, no mínimo, cinco dias. Esta ação garante que os patógenos que não tenham sido destruídos nas etapas anteriores sejam eliminados pela ação da alta temperatura, ventilação e baixa umidade pós-limpeza.

Em alguns sistemas há ainda uma nova aplicação de desinfetantes antes de alojar os animais, o que aumenta a chance de sucesso do programa de higienização das áreas.

Saúde e eficiência intestinal

Ao garantir a imunização dos animais e promover ambientes com baixa carga patogênica inicia-se o trabalho onde a tecnologia e a inovação nutricional obtiveram os maiores avanços nos últimos tempos: a saúde intestinal do plantel. Porém, a nutrição dos animais pode trabalhar a favor da saúde, auxiliando as defesas inatas ou ser um fator de estresse e de desafio aos suínos, quando não tomados os devidos cuidados.

Começando pelo principal nutriente em qualquer dieta: a água. Extremamente importante na nutrição, a ingestão de água está diretamente relacionada ao consumo de ração. Entretanto, este nutriente é, muitas vezes, menosprezado na produção animal servindo de vetor de doenças. Dentro dos parâmetros utilizados para avaliar a qualidade da água é preciso estar atento principalmente à cloração e à dureza da água.

A aplicação de cloro é a maneira mais fácil de garantir uma água livre de patógenos, já que o cloro, quando aplicado corretamente, consegue, em 20 minutos, neutralizar a quase totalidade das bactérias presentes na água. Porém, por possuírem um grande desenvolvimento sensorial, os suínos são sensíveis ao teor de cloro na água, por isso o ideal é fornecer água com níveis de cloro livres entre 0,2 a 5 ppm.

A dureza da água representa a quantidade de íons dissolvidos, principalmente cálcio e magnésio. Estes compostos, quando acima de 110 ppm, alteram a aceitação da água, diminuindo o consumo e possibilitando efeitos como diminuição da eficácia de detergentes e entupimento de encanamentos. Além de deprimir o consumo dos animais, a alta concentração de magnésio tem um efeito laxativo.

Outro ponto importante para efetuar a retirada dos antibióticos, sem afetar a produtividade, é fornecer um alimento seguro aos animais. A retirada do fármaco eleva o desafio imposto ao plantel. As micotoxinas são um exemplo deste desafio, uma vez que é importante a garantia de grãos livres de toxinas e a utilização de antifúngicos, ou ainda, em último caso, adsorventes de micotoxinas na ração.

Seguindo a mesma linha de garantia de manejo integrado, a saúde intestinal é uma barreira fundamental à defesa dos animais. O uso de aditivos que promovam uma proteção entérica e melhorem a digestibilidade, como os ácidos orgânicos, é uma excelente forma de auxiliar a saúde dos suínos.

Ácidos orgânicos promovem uma proteção entérica e melhoram a digestibilidade

Ácidos orgânicos como ferramenta no auxílio à saúde dos animais

Buscando sempre a inovação, a BTA Aditivos, oferece duas classes de produtos com base em ácidos orgânicos.

O acidificante de água H2Acid desenvolvido com base em ácidos orgânicos livres tem efeito duplo na produção animal. A solução atua no controle microbiológico das estruturas de fornecimento de água, através da prevenção da formação de biofilmes e no desempenho de suínos através da melhoria na saúde e equilíbrio da microbiota do trato gastrointestinal. Para potencializar ainda mais o desempenho animal, H2Acid Oil, possui em sua formulação todos os benefícios dos óleos essenciais.

Outra maneira de fornecer os ácidos orgânicos é via ração, aliando tecnologia à nutrição. Como alternativa, Salmokill Powder é um blend de ácidos orgânicos microencapsulados que, devido ao seu revestimento, garante a liberação dos ácidos de maneira programada, onde o animal mais necessita de proteção - o intestino. Eles também apresentam maior fluidez que os ácidos livres e propiciam melhor capacidade de mistura quando adicionados à ração, promovendo desempenho zootécnico superior, tornando a sua utilização mais segura.

Nota-se que ao alinhar práticas de manejo sanitário adequadas e tecnologias nutricionais é possível reduzir, ou até retirar, a utilização de antibióticos na suinocultura. Para isso, deve-se atualizar o modo de produzir de acordo com as novas realidades, para então mostrar, mais uma vez, a capacidade de adaptação brasileira frente às mudanças. Assim, garante-se alimento para o mundo, produzindo proteína de qualidade e de maneira segura.

Esta matéria foi publicada na edição 295, da Revista Suinocultura Industrial

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Ítalo Ferreira - Zootecnista formado pela UFLA, atua como Coordenador Técnico na BTA Aditivos

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Jorge Kracker - Zootecnista especialista em avicultura e processos fabris de ração, Gerente Técnico da Divisão Animal - BTA Aditivos

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