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Nov

11

2019

Controle microbiológico eficiente sem utilização de formaldeído, é possível?



 
Nov

11

2019

Controle microbiológico eficiente sem utilização de formaldeído, é possível?

O desafio de alcançar uma boa condição higiênico-sanitária do ambiente de produção, armazenagem de matérias-primas e controle microbiológico de ingredientes e rações sem utilização de formaldeído.

Quem trabalha no ambiente fabril, sabe o quão desafiador é o processo de higienização de equipamentos e instalações. Equipamentos com incrustações, possibilidade de contaminação cruzada e outros desafios fazem parte da rotina de produção na fábrica de rações. Outro ponto de controle desse processo é a inocuidade dos produtos frente a alta pressão microbiana que chega através das matérias-primas.

Muito esforço precisa ser dispensado para assegurar a qualidade da ração produzida e ausência de contaminação em ambientes. Destacamos alguns aspectos que são imprescindíveis para auxiliar na garantia de monitoramento dos processos:

BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO (BPF) DO ESTABELECIMENTO

É um conjunto de procedimentos que abrange todas as etapas do processo produtivo, regulamentado pela Instrução Normativa (IN) 04/2007 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Essa IN tem como objetivo definir os procedimentos higiênicos, sanitários e operacionais aplicados em todo o fluxo de produção, desde a obtenção dos ingredientes e matérias-primas até a distribuição do produto, com o objetivo de garantir a qualidade, conformidade e segurança dos produtos destinados à alimentação animal.

Práticas simples

A aplicação dessa Normativa nas fábricas está atrelada a práticas simples de cuidados na manipulação dos alimentos, como por exemplo: instalação de barreiras sanitárias para higienização das mãos nos acessos às áreas produtivas, higienização dos pisos com emprego de vassouras ou aspiradores de pó, higienização interna dos equipamentos e dos demais utensílios que tem contato direto com o produto.

Além dos controles pertinentes ao processo, é possível verificar também nesse documento, sugestões de monitorias de funcionários e visitantes, a fim de minimizar os riscos de contaminações externas.

AVALIAÇÃO DAS ENTRADAS E SAÍDA

O emprego correto do fluxo de materiais e pessoas parece uma das etapas mais simples do processo, porém é a que mais demanda disciplina para sua correta aplicação e necessita também, investimentos na parte estrutural para que ocorra de maneira adequada. O controle do acesso de materiais e de pessoas deve ser registrado na fábrica de rações, e ainda contar com medidas físicas e químicas para garantir o acesso à área interna apenas de itens e pessoas autorizadas.

O ideal é que todas as pessoas que acessem a fábrica de ração utilizem EPIs e uniformes adequados fornecidos pela empresa. Anterior ao acesso, é preconizado que os mesmos passem por uma entrevista minuciosa a fim de se obter informações de visitas anteriores (garantindo o vazio sanitário) e possíveis infecções que podem acometer a saúde dos colaboradores e inocuidade do produto. 

PROCEDIMENTOS DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO

Sem dúvida, é uma das etapas de maior impacto no controle microbiológico de qualquer ambiente. Nas áreas produtivas, atualmente, tem-se a divisão de área suja e área limpa, as quais auxiliam no entendimento do fluxo de produção e, por hora, discorrem sobre procedimentos adotados para garantir a higienização adequada a cada área.

Procedimento em áreas sujas  

O ideal é que sempre se realize de maneira diária a limpeza dos pisos, e com frequência mais espaçada as limpezas de paredes, tetos e luminárias. Entende-se por área suja, todas as etapas que fazem parte do processo produtivo, anteriores a aplicação de medidas de controle microbiológico. Em fábricas de rações peletizadas, a área suja é anterior a peletizadora. Em fábricas de rações fareladas, é anterior ao misturador.

Procedimento em áreas limpas

Os procedimentos nas áreas limpas das fábricas contam com barreiras sanitárias, onde há limitação de acesso de pessoal, e com materiais exclusivos para higienização de cada espaço considerado área limpa. A limpeza nessas áreas deve ocorrer diariamente, e as desinfecções, semanalmente. Esses cuidados são importantes para não ocorrer contaminação cruzada na planta. Nas áreas limpas, os processos são realizados após a aplicação de alguma medida de controle na ração. As medidas podem ser físicas (emprego de temperatura em rações peletizadas) e químicas (aplicação de produtos químicos desinfetantes via misturador).

Higienização e limpeza de equipamentos

Faz-se importante também, além das divisões de áreas, a correta limpeza e desinfecção dos ambientes de maneira geral, e a higienização dos equipamentos. A limpeza deve ocorrer sempre que houver necessidade e é realizada com emprego de vassoura, aspiradores, espátulas, pás para recolha de sujidades, esponjas e demais utensílios de acordo com a quantidade de sujidades do local. A limpeza é o primeiro procedimento a ser realizado antes da desinfecção do ambiente ou dos equipamentos, pois a matéria orgânica presente nas estruturas pode diminuir a efetividade da ação do produto aplicado.

CUIDADOS EXTRAS

Os equipamentos e silos de estocagem também precisam de um cuidado extra. Além das manutenções de rotina, os equipamentos da fábrica precisam ser higienizados com frequência, sendo a parte externa de limpeza mais fácil e a parte externa dos mesmos de limpeza mais complexa, pois envolve capacitação dos colaboradores para acesso aos espaços confinados e trabalhos em altura. Essa limpeza ocorre com auxílio de espátulas, esponjas, vassouras e panos descartáveis. É importante nesse ponto, que todo o resíduo gerado nesse procedimento, seja recolhido do interior do equipamento, de modo que, quando a fábrica iniciar a produção, esse resíduo não passe pela linha, arrastando possíveis contaminações.

Além da segregação de áreas, os utensílios empregados na limpeza interna de equipamentos também devem ser diferenciados dos demais. A identificação poderá ocorrer por cores ou nomenclaturas coladas no corpo do utensílio.

O processo de desinfecção consiste em reduzir a carga microbiológica de ambientes, estruturas e equipamentos a um nível que não origine contaminação do produto que passará por essa linha. De modo geral, é a aplicação de produtos com capacidade bactericida em ambientes e equipamentos, com finalidade de redução da contaminação. O procedimento de higienização, é dito quando há a limpeza associada a desinfecção. O procedimento de limpeza é a remoção de qualquer resíduo indesejado ao local. 

CONTROLE MICROBIOLÓGICO SEM FORMALDEÍDO COMO UM DOS GRANDES DESAFIOS DA PRODUÇÃO

A correta higienização das áreas de produção garante maior eficiência de controle microbiológico, reduzindo a disseminação de resíduos e bactérias. Com foco nesse conceito desafiador a BTA desenvolveu uma tecnologia inovadora para controle microbiológico de matérias-primas, rações e para equipamentos e ambientes de produção.

O aditivo conservante Saltech Sani é desenvolvido à base de ácidos orgânicos com ótimos resultados no combate a microrganismos patogênicos, e efeito comprovado para redução de positividades de Salmonella. Por ser um produto livre de formaldeído, pode ser utilizado de maneira segura no tratamento de farinhas de origem animal e vegetal e em rações de aves, suínos, bovinos e animais de companhia. Uma das vantagens da utilização do Saltech Sani é que ele possui ação mesmo em temperaturas elevadas, como, por exemplo, na saída de digestores e secadores. Sem contar que possui inibidores que evitam corrosão em qualquer tipo de metal (aço carbono, aço inoxidável, alumínio, entre outros).

Além da eficácia comprovada, a linha Saltech Sani é segura ao manipulador, sem oferecer risco a sua saúde, e podendo ser manuseada a qualquer momento durante o processo produtivo, seguindo orientações de utilização de EPIs.

EFEITO NA SAÚDE INTESTINAL

Quando aplicado no tratamento microbiológico de farinhas de origem animal ou em rações, pode apresentar efeito na saúde intestinal, evitando o espessamento da mucosa e fazendo com que os nutrientes sejam mais bem aproveitados pelas enzimas presentes no intestino. Seu diferencial está na efetividade contra bactérias gram-positivas e gram-negativas, e demais micro-organismos. Sua tecnologia de aplicação fácil e efetiva garante resultados eficazes.

COMO SALTECH SANI E SALTECH SANI PRÓ ATUAM NO MICRO-ORGANISMO:


1) Absorção do produto pela superfície da bactéria.

2) Deterioração da membrana citoplasmática, o que facilita a entrada do produto no citoplasma.

3) Precipitação do citoplasma, impedindo a reconstituição da membrana citoplasmática.

 

RAPIDEZ E EFICIÊNCIA NO COMBATE À SALMONELLA

A aplicação de Saltech Sani Pró demonstra resultados efetivos já na primeira aplicação em ambiente de fábrica. Quando utilizado Saltech Sani, via aplicação com atomizador, em área limpa de fábrica de ração - peletização e resfriamento - (Quadro 01), houve redução na contagem de enterobactérias e na contagem de Salmonella.

A contagem de enterobactérias realizada via coleta de swab, estava com quantidade inicial (pré-desinfecção) de 1.312 UFC/cm², após a aplicação de Saltech Sani Pró reduziu consideravelmente, apresentando apenas 16 UFC/cm².

No mesmo teste, avaliou-se também presença de Salmonella, a qual apresentou positividade inicial em 15 coletas. Após aplicação do Saltech Sani Pró, o número de positividades foi zerado, afirmando o potencial de ação do produto utilizado.



O gerente técnico da BTA Aditivos, Jorge Kracker, destaca que o produto é de fácil manipulação nas rotinas de fábrica, o que o torna uma solução que não impõe uma carga extra de trabalho para os operadores da planta. “A linha de produtos Saltech Sani traz um resultado incrível contra micro-organismos. Nossos resultados comprovam sua eficiência e sua segurança”, finaliza.


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Caroline Facchi

Pesquisadora BTA Aditivos